📋 O que você vai aprender neste artigo

  1. Por que o salário não é o custo real
  2. Os encargos obrigatórios: FGTS, INSS, RAT
  3. As provisões: 13º, férias e 1/3
  4. Exemplo completo em R$
  5. Simples Nacional muda essa conta
  6. O erro de precificar sem considerar isso
  7. Como o Figreen acompanha o custo real da folha
  8. Perguntas frequentes
Pilha de blocos representando salário, FGTS, INSS patronal e provisões de 13º e férias, formando o custo total do funcionário.

O salário que você paga ao funcionário é só uma parte do que ele custa de verdade para a empresa. Somando FGTS, INSS patronal e as provisões de 13º, férias e um terço constitucional, o custo total de um funcionário CLT costuma ficar entre 1,6 e 1,8 vezes o salário bruto.

Muitos donos de pequena empresa só descobrem esse número na prática, quando o caixa não fecha como o esperado. Entender essa conta antes de contratar (ou antes de precificar um serviço com base no custo da mão de obra) evita decisão tomada no escuro.

Por que o salário não é o custo real

Quando você contrata alguém por R$ 3.000, o compromisso financeiro da empresa não é R$ 3.000. É esse valor mais um conjunto de obrigações que a lei trabalhista exige, pagas todo mês (FGTS, INSS) ou provisionadas para o futuro (13º, férias). Ignorar essa diferença é um dos jeitos mais comuns de uma empresa achar que está lucrando e, na prática, estar no zero a zero ou no prejuízo.

Os encargos obrigatórios: FGTS, INSS patronal, RAT

EncargoPercentualQuando é pago
FGTS8% da remuneraçãoDepositado todo mês na conta vinculada do trabalhador
INSS patronal (CPP)~20% (fora do Simples Nacional)Recolhido mensalmente, junto com os demais tributos da folha
RAT (Risco Ambiental do Trabalho)1%, 2% ou 3%, conforme o CNAERecolhido junto com o INSS patronal
Terceiros / Sistema S~5,8%, aproximadoRecolhido junto com o INSS patronal

Para empresas fora do Simples Nacional, somando INSS patronal, RAT e terceiros, a alíquota total sobre a folha costuma girar perto de 28%, variando conforme o CNAE e o grau de risco da atividade.

Os encargos que incidem sobre o salário todo mês FGTS de 8% e INSS patronal com RAT e terceiros somando cerca de 28% incidem mensalmente sobre o salário bruto do funcionário. FGTS 8% Depositado todo mês INSS patronal + RAT + terceiros ~28% Fora do Simples Nacional
FGTS e INSS patronal juntos já representam mais de um terço do salário em custos mensais, antes de qualquer provisão.

As provisões: 13º, férias e 1/3 constitucional

Além dos encargos mensais, a empresa precisa provisionar valores que só vão sair do caixa mais tarde, mas que já pertencem ao funcionário, proporcionalmente, a cada mês trabalhado:

  • 13º salário: equivale a 8,33% do salário por mês (1/12).
  • Férias: equivale a mais 8,33% do salário por mês (1/12).
  • 1/3 constitucional sobre férias: mais 2,78% do salário por mês.

Juntas, essas três provisões somam aproximadamente 19,4% do salário todo mês, mesmo que o dinheiro só saia do caixa quando o funcionário efetivamente tira férias ou quando chega dezembro. Veja mais sobre esse ponto específico em como provisionar o 13º salário.

As três provisões trabalhistas mensais 13º salário, férias e um terço constitucional somam aproximadamente 19,4% do salário provisionados todo mês, mesmo pagos só depois. 13º salário 8,33% Férias 8,33% 1/3 sobre férias 2,78% Total provisionado: ≈ 19,4% do salário, todo mês
As três provisões trabalhistas já pertencem ao funcionário a cada mês trabalhado, mesmo saindo do caixa só mais tarde.

Exemplo completo em R$

Um funcionário com salário de R$ 5.000, numa empresa de comércio fora do Simples Nacional (RAT de 2%), custa aproximadamente:

ItemValor mensal aproximado
Salário brutoR$ 5.000,00
FGTS (8%)R$ 400,00
INSS patronal + RAT + terceiros (~28%)R$ 1.400,00
Provisão de 13º, férias e 1/3 (~19,4%)R$ 970,00
Custo total aproximadoMais de R$ 7.700,00

Ou seja: um salário de R$ 5.000 pode representar mais de R$ 7.700 a R$ 8.000 de custo real mensal para a empresa, dependendo do RAT e de eventuais adicionais (insalubridade, periculosidade), o equivalente a um multiplicador de 1,6x a 1,8x o salário bruto.

Salário de R$ 5.000 vira custo total de mais de R$ 7.700 Barra empilhada mostrando salário de R$ 5.000, mais FGTS de R$ 400, mais encargos de R$ 1.400, mais provisões de R$ 970, totalizando mais de R$ 7.700 de custo real. Salário bruto: R$ 5.000 FGTS R$ 400 · Encargos R$ 1.400 · Provisões R$ 970 Custo total ≈ R$ 7.770 (1,55x a 1,6x)
Cada barra representa um custo adicional sobre o salário. Somados, chegam perto de 1,6x o valor bruto.

Simples Nacional muda essa conta

Para empresas do Simples Nacional, a conta é mais simples de verdade: o INSS patronal já está embutido dentro da alíquota única paga no DAS, sem guia separada. Isso reduz o custo direto de encargos sobre a folha em relação a uma empresa do Lucro Presumido ou Lucro Real, mas o FGTS (8%) e as provisões de 13º, férias e 1/3 continuam existindo do mesmo jeito, independente do regime tributário. Veja a comparação completa entre regimes em Simples, Presumido ou Real: qual escolher.

O erro de precificar sem considerar isso

É comum um prestador de serviço calcular o preço de uma hora de trabalho dividindo só o salário do funcionário pelas horas do mês, esquecendo os encargos e provisões. O resultado é um preço de venda que parece cobrir o custo, mas na prática deixa a operação no prejuízo assim que os encargos reais são contabilizados. Ao precificar, use sempre o custo total (salário + encargos + provisões), nunca só o salário bruto.

Como o Figreen acompanha o custo real da folha

No Figreen, cada lançamento de folha pode ser categorizado separando salário, encargos e provisões, e o DRE mostra automaticamente o peso real da folha sobre o faturamento do mês, sem precisar montar planilha própria.

  • ✅ Categorias separadas para salário, encargos e provisões
  • ✅ DRE automático mostrando o custo real de folha como % do faturamento
  • ✅ Histórico para acompanhar a evolução do custo de pessoal mês a mês

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Perguntas frequentes

Quanto custa realmente um funcionário CLT além do salário?

Entre 1,6 e 1,8 vezes o salário bruto, somando FGTS, INSS patronal e as provisões de 13º, férias e 1/3 constitucional.

Empresa do Simples Nacional paga INSS patronal separado?

Não. Na maioria dos casos, o INSS patronal já está incluído na alíquota única do DAS, sem guia separada.

O que é o RAT e por que ele varia?

É o Risco Ambiental do Trabalho, de 1% a 3% sobre a folha, definido pelo CNAE conforme o risco da atividade.

FGTS entra no cálculo do custo mensal ou só na demissão?

É um custo mensal real: os 8% são depositados todo mês na conta vinculada, mesmo que o saque só ocorra em situações específicas.

Por que é importante saber o custo total ao precificar um serviço?

Porque orçar só pelo salário subestima o custo real em até 80%, corroendo a margem de lucro sem o dono perceber a origem do problema.

Sistema financeiro ajuda a acompanhar o custo real da folha?

Sim. Um sistema como o Figreen separa salário, encargos e provisões por categoria e mostra o peso real da folha no DRE.

Conclusão

O salário é só o ponto de partida. Quem contrata (ou precifica um serviço) olhando só para esse número está trabalhando com uma conta incompleta. Somar FGTS, INSS patronal e provisões antes de decidir é o que separa um planejamento de contratação real de um chute que só aparece errado no fim do mês.

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