📋 O que você vai aprender neste artigo

  1. Os três regimes em um minuto
  2. Simples Nacional: como funciona
  3. Lucro Presumido: como funciona
  4. Lucro Real: como funciona
  5. Tabela comparativa direta
  6. Como saber qual escolher
  7. A reforma tributária muda essa conta?
  8. Como o Figreen ajuda a simular
  9. Perguntas frequentes
Três caminhos lado a lado representando os regimes tributários Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, cada um com seu limite de faturamento.

Toda empresa brasileira se enquadra em um de três regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. A escolha certa pode significar pagar consideravelmente menos imposto sobre o mesmo faturamento, e a escolha errada pode custar caro por anos, já que a mudança de regime só pode ser feita uma vez por ano, no início de janeiro.

Os três regimes em um minuto

  • Simples Nacional: regime simplificado para empresas de menor porte, com guia única (DAS) e alíquotas progressivas por faixa de faturamento.
  • Lucro Presumido: os impostos incidem sobre um percentual fixo de presunção de lucro aplicado à receita, independente do lucro real da empresa.
  • Lucro Real: os impostos incidem sobre o lucro efetivamente apurado no período, com direito a deduzir despesas operacionais reais.
Limite de faturamento de cada regime tributário Simples Nacional até R$ 4,8 milhões por ano, Lucro Presumido até R$ 78 milhões, Lucro Real sem limite e obrigatório acima de R$ 78 milhões. Simples até R$ 4,8 mi Lucro Presumido até R$ 78 mi por ano Lucro Real sem limite superior obrigatório acima de R$ 78 mi
A largura de cada faixa representa o alcance de faturamento de cada regime, do menor (Simples) ao maior (Real).

Simples Nacional: como funciona

O Simples Nacional é voltado para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Unifica oito tributos (entre eles IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ICMS ou ISS e a contribuição previdenciária patronal) numa única guia mensal, o DAS. As alíquotas são progressivas por faixa de receita bruta acumulada nos últimos 12 meses, calculadas sobre a alíquota efetiva. Veja o cálculo detalhado em como calcular o DAS certo.

Lucro Presumido: como funciona

O Lucro Presumido pode ser usado por empresas com faturamento de até R$ 78 milhões por ano. Nesse regime, o IRPJ e a CSLL não incidem sobre o lucro real da empresa, mas sobre um percentual de presunção aplicado à receita bruta, que varia conforme a atividade (tipicamente 8% para comércio e indústria, podendo chegar a 32% para a maioria dos serviços). PIS e Cofins, ICMS ou ISS e a contribuição previdenciária são calculados à parte, fora dessa presunção.

Como funciona a presunção de lucro no Lucro Presumido O IRPJ e a CSLL incidem sobre um percentual fixo aplicado à receita bruta, não sobre o lucro real. Comércio usa presunção menor, serviços usam presunção maior. Comércio / Indústria 8% presunção de lucro sobre a receita Serviços em geral 32% presunção de lucro sobre a receita
O imposto no Lucro Presumido é devido sobre esse percentual, mesmo que a margem real da empresa seja diferente.

Lucro Real: como funciona

No Lucro Real, IRPJ e CSLL incidem sobre o lucro contábil efetivamente apurado no período, ajustado pelas regras fiscais. É obrigatório para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões por ano e para atividades específicas (como bancos e instituições financeiras), mas qualquer empresa pode optar por ele. É o regime mais complexo, exige escrituração contábil completa, mas permite deduzir despesas operacionais reais e compensar prejuízos fiscais de períodos anteriores.

Tabela comparativa direta

AspectoSimples NacionalLucro PresumidoLucro Real
Limite de faturamentoR$ 4,8 milhões/anoR$ 78 milhões/anoSem limite (obrigatório acima de R$ 78 mi)
Base de cálculoReceita bruta, alíquota progressivaPercentual presumido sobre a receitaLucro real apurado
ComplexidadeBaixaMédiaAlta
Paga imposto mesmo com prejuízoSim, sobre a receitaSim, sobre a presunçãoNão, incide sobre lucro real
Indicado paraPequenas empresas, margens variadasMargem de lucro alta e estávelMargem baixa, prejuízo ou muitos créditos fiscais

Como saber qual escolher

A escolha depende do perfil real do negócio, não de uma regra genérica. Alguns critérios práticos:

  • Margem de lucro alta e operação simples tende a favorecer o Lucro Presumido, já que o imposto fixo sobre a receita fica menor que a carga real proporcional ao lucro.
  • Margem de lucro baixa ou prejuízo recorrente tende a favorecer o Lucro Real, por tributar apenas o lucro de fato apurado.
  • Faturamento até R$ 4,8 milhões, com estrutura simples, costuma continuar mais barato e mais simples no Simples Nacional.
  • Muitos créditos de PIS/Cofins (empresas com bastante insumo tributado) tendem a se beneficiar do regime não cumulativo do Lucro Real.

A forma mais segura de decidir é simular os três cenários com o faturamento e a margem reais da empresa, de preferência com o contador, antes de formalizar a troca (que só pode ser feita uma vez por ano, no início de janeiro).

Guia rápido para escolher o regime pelo perfil da margem de lucro Margem de lucro alta e operação simples favorece o Lucro Presumido. Margem baixa ou prejuízo favorece o Lucro Real. Faturamento menor com estrutura simples favorece o Simples Nacional. Até R$ 4,8 mi, estrutura simples → Simples Nacional Margem alta, operação estável → Lucro Presumido Margem baixa ou prejuízo → Lucro Real
Um ponto de partida rápido, mas sempre vale simular os números reais antes de decidir.

A reforma tributária muda essa conta?

Sim, principalmente para quem está no Simples Nacional. A partir de 2027, com a transição do IBS e da CBS, empresas do Simples precisam decidir entre manter esses tributos dentro do DAS ou apurá-los separadamente no regime híbrido, o que pode mudar a comparação entre os regimes especialmente para quem vende para outras empresas. Veja os detalhes em DAS unificado ou regime híbrido do IBS/CBS.

Como o Figreen ajuda a simular

O Figreen não substitui a simulação tributária do contador, mas centraliza os números que ele precisa: faturamento real por período, separação entre receitas e despesas, e o DRE automático mostrando a margem de lucro real da operação, base essencial para decidir entre presunção fixa (Presumido) ou lucro real apurado (Real).

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Perguntas frequentes

Qual o limite de faturamento de cada regime tributário?

Simples Nacional: até R$ 4,8 milhões/ano. Lucro Presumido: até R$ 78 milhões/ano. Lucro Real: obrigatório acima disso, ou para atividades específicas, mas qualquer empresa pode optar.

Qual a diferença entre Lucro Presumido e Lucro Real?

No Presumido, o imposto incide sobre um percentual fixo da receita. No Real, incide sobre o lucro efetivamente apurado, com direito a deduzir despesas.

Quando vale a pena sair do Simples Nacional?

Perto do limite de faturamento, com margem alta o suficiente para o Presumido compensar, ou vendendo majoritariamente para empresas que aproveitam crédito tributário.

Empresa com prejuízo deve escolher qual regime?

Geralmente o Lucro Real, que tributa o lucro de fato apurado e permite compensar prejuízos anteriores.

A reforma tributária muda a escolha do regime?

Sim, principalmente para o Simples, que a partir de 2027 tem a opção de apurar IBS e CBS dentro ou fora do DAS.

Dá para simular os três regimes antes de decidir?

Sim, e é recomendado, calculando a carga tributária nos três cenários com os números reais da empresa antes de trocar de regime.

Conclusão

Não existe regime tributário "melhor" de forma absoluta, existe o mais adequado para o faturamento, a margem e a estrutura de cada empresa. Como a troca só pode ser feita uma vez por ano, vale o esforço de simular os três cenários com calma antes de decidir, em vez de manter o mesmo regime por inércia.

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