📋 O que você vai aprender neste artigo
- Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?
- Ultrapassou até 20% do limite: o que acontece
- Ultrapassou mais de 20% do limite: o que acontece
- Como acompanhar se você está perto do limite
- Passo a passo para migrar de MEI para Microempresa
- O limite vai aumentar nos próximos anos?
- Como o Figreen ajuda a acompanhar o limite
- Perguntas frequentes
O limite de faturamento do MEI em 2026 é R$ 81.000,00 por ano. Ultrapassar esse valor não fecha a empresa automaticamente, mas muda a forma como ela é tributada, e a diferença entre passar um pouco ou passar muito do teto é grande.
Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?
O teto é de R$ 81.000,00 de receita bruta acumulada no ano, o equivalente a uma média de R$ 6.750,00 por mês. Não existe um limite mensal fixo: o MEI pode faturar mais em um mês e menos em outro, desde que a soma do ano não ultrapasse o teto.
No ano de abertura da empresa, o limite é proporcional: multiplica-se R$ 6.750,00 pelo número de meses em que o MEI esteve formalizado, contando a partir do mês de abertura, conforme o Portal Gov.br.
Ultrapassou até 20% do limite: o que acontece
Se o faturamento do ano ficar entre R$ 81.000,01 e R$ 97.200,00 (até 20% acima do teto), a regra é mais branda:
- O MEI paga um DAS complementar sobre a parte do faturamento que excedeu o limite.
- A partir de janeiro do ano seguinte, a empresa passa automaticamente a ser enquadrada como Microempresa (ME), dentro do Simples Nacional.
- Não há efeito retroativo: o ano em que o limite foi ultrapassado continua sendo tratado, na maior parte, como ano de MEI.
Ultrapassou mais de 20% do limite: o que acontece
Se o faturamento do ano passar de R$ 97.200,00 (mais de 20% acima do teto), a régua muda completamente:
- O desenquadramento é retroativo ao dia 1º de janeiro daquele ano, ou à data de abertura, se for o primeiro ano de atividade.
- A empresa precisa recalcular e pagar os impostos como Microempresa desde o início do período, e não só a partir de quando o limite foi ultrapassado.
- Incidem multa e juros Selic sobre a diferença entre o que foi pago como MEI e o que deveria ter sido pago como ME.
💡 Exemplo prático
Um MEI faturou R$ 90.000 no ano. Isso é 11% acima do teto, dentro da faixa de tolerância de 20%. Ele paga o DAS complementar sobre os R$ 9.000 excedentes e, a partir de janeiro seguinte, já entra no Simples Nacional como Microempresa. Se tivesse faturado R$ 100.000 (mais de 20% acima), teria que recalcular todo o ano como ME, com multa e juros sobre a diferença.
Como acompanhar se você está perto do limite
O erro mais comum é só descobrir o problema ao fechar o ano, quando já não dá mais para agir. O jeito certo é acompanhar o faturamento acumulado mês a mês, comparando sempre com a média de R$ 6.750,00 esperada até aquele mês.
Se em setembro, por exemplo, o faturamento acumulado do ano já passou de R$ 60.750,00 (nove meses × R$ 6.750,00), é hora de prestar atenção e simular como vai fechar o ano, e não esperar dezembro para fazer essa conta.
Passo a passo para migrar de MEI para Microempresa
- Confirme o faturamento acumulado do ano com todos os recebimentos já lançados, sem deixar nada de fora.
- Identifique em qual faixa você está: dentro do limite, até 20% acima, ou mais de 20% acima.
- Fale com o contador antes de tomar qualquer decisão, principalmente se passou de 20% acima do teto, já que o recálculo retroativo tem impacto direto no caixa.
- Regularize o DAS complementar, se for o caso, e organize os documentos para a transição de regime.
- Ajuste a emissão de nota fiscal e a contabilidade para o novo enquadramento como Microempresa, que passa a exigir contabilidade formal.
O limite vai aumentar nos próximos anos?
Segundo informações do Portal Gov.br, há previsão de reajuste progressivo do teto do MEI: para R$ 110.000 em 2027 e R$ 140.000 em 2028. Como esse tipo de regra pode depender de regulamentação e aprovação legislativa complementar, o ideal é sempre confirmar o valor vigente diretamente no Portal do Empreendedor ou com o contador antes de tomar qualquer decisão baseada nesse aumento.
Como o Figreen ajuda a acompanhar o limite
No Figreen, cada venda ou recebimento lançado entra automaticamente no faturamento acumulado do ano, visível a qualquer momento, sem precisar somar nota por nota numa planilha à parte.
- ✅ Faturamento acumulado do ano sempre atualizado
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Perguntas frequentes
Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?
R$ 81.000,00 de receita bruta por ano, média de R$ 6.750,00 por mês, sem teto mensal fixo. Proporcional no ano de abertura.
O que acontece se o MEI ultrapassar o limite em até 20%?
Paga DAS complementar sobre o excedente e passa a ser Microempresa a partir de janeiro do ano seguinte, sem efeito retroativo.
O que acontece se o MEI ultrapassar o limite em mais de 20%?
O desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro daquele ano, com recálculo dos impostos como Microempresa desde o início, mais multa e juros.
Ultrapassar o limite do MEI uma vez já desenquadra a empresa?
Não necessariamente. O que conta é o faturamento acumulado do ano inteiro, não de um mês isolado.
O limite do MEI vai aumentar nos próximos anos?
Há previsão de aumento para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, segundo o Portal Gov.br. Confirme sempre o valor vigente antes de decidir com base nisso.
Sistema financeiro ajuda a acompanhar o limite do MEI?
Sim. Um sistema como o Figreen mostra o faturamento acumulado do ano em tempo real, ajudando a perceber com antecedência a aproximação do teto.
Conclusão
Ultrapassar o limite do MEI não é o fim do mundo, mas descobrir isso só em dezembro pode custar caro. A diferença entre passar 10% e passar 25% do teto é a diferença entre um ajuste tranquilo e um recálculo retroativo com multa. Acompanhar o faturamento acumulado mês a mês é o que separa uma decisão planejada de uma surpresa desagradável.
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