📋 O que você vai aprender neste artigo

  1. O que comparar ao escolher uma maquininha de cartão?
  2. Como funciona o prazo de recebimento das vendas no cartão?
  3. Como calcular o custo efetivo de uma maquininha?
  4. Como comparar duas maquininhas na prática? (exemplo em R$)
  5. Quais cuidados tomar depois de escolher a maquininha?
  6. Como o Figreen ajuda a controlar as vendas no cartão?
  7. Perguntas frequentes
Ilustração de uma maquininha de cartão ao lado de uma balança comparando taxa e prazo de recebimento.

Para comparar maquininhas de cartão, não basta olhar a menor taxa: é preciso calcular o custo efetivo, que soma as taxas de cada modalidade (débito, crédito à vista e parcelado), o prazo em que o dinheiro cai na conta, o custo de antecipar recebíveis e a mensalidade ou aluguel do aparelho. A oferta de taxa mais baixa pode sair mais cara se o dinheiro demorar a chegar e você precisar antecipá-lo.

O que comparar ao escolher uma maquininha de cartão?

Compare cinco pontos: a taxa de cada modalidade, o prazo de repasse, o custo da antecipação, os custos fixos (aluguel, mensalidade, taxa de adesão) e os recursos que você realmente usa. Olhar só a taxa de débito, a mais divulgada, esconde as diferenças onde o dinheiro de fato se perde.

  • Taxa por modalidade (MDR): a taxa de desconto do lojista costuma ser diferente para débito, crédito à vista e crédito parcelado, e pode variar por bandeira e por número de parcelas.
  • Prazo de repasse: em quantos dias o valor da venda cai na conta em cada modalidade.
  • Antecipação de recebíveis: quanto custa receber antes do prazo padrão e se ela é automática ou sob demanda.
  • Custos fixos: aluguel do aparelho, mensalidade, taxa de instalação ou de inatividade.
  • Recursos: link de pagamento, Pix na própria máquina, integração com o sistema, suporte e conciliação de vendas.

Como funciona o prazo de recebimento das vendas no cartão?

Cada modalidade tem seu prazo: no débito o repasse costuma ser rápido, no crédito à vista costuma demorar mais, e no crédito parcelado, em regra, cada parcela é repassada no mês do seu vencimento, a menos que você contrate antecipação. Os prazos exatos dependem do contrato com a operadora, por isso confira o de cada oferta em vez de presumir.

O prazo importa tanto quanto a taxa porque dinheiro que demora a chegar precisa ser financiado por outro lugar: capital próprio, empréstimo ou a própria antecipação. É o mesmo descasamento entre vender e receber que faz empresas com boas vendas ficarem sem caixa. Veja como ele afeta o caixa em previsão de caixa e em capital de giro.

Exemplo de prazos de recebimento por modalidade Na venda no débito o dinheiro chega em poucos dias. No crédito à vista chega em cerca de um mês. No crédito parcelado chega parcela a parcela, uma por mês, a menos que haja antecipação. Venda dia da compra Débito repasse em poucos dias Crédito à vista repasse em cerca de 30 dias Parcelado uma parcela por mês
Ilustração do conceito: os prazos reais dependem do contrato, então confira o de cada oferta.

Como calcular o custo efetivo de uma maquininha?

O custo efetivo é o total pago em taxas, antecipação e custos fixos dividido pelo total vendido no cartão: custo efetivo (%) = (taxas + custo de antecipação + aluguel) ÷ vendas no cartão × 100. Para calcular, você precisa do seu mix de vendas, isto é, quanto do faturamento passa por cada modalidade, que está no relatório da própria maquininha ou nos seus lançamentos.

Fórmula do custo efetivo da maquininha O custo efetivo soma as taxas por modalidade, o custo de antecipação e o aluguel, e divide pelo total vendido no cartão. Taxas por modalidade sobre o mix + Antecipação se precisar do dinheiro antes + Aluguel mensalidade e custos fixos ÷ Vendas total vendido no cartão
Um único percentual que permite comparar ofertas com estruturas de taxa diferentes.

Como comparar duas maquininhas na prática? (exemplo em R$)

💡 Exemplo com taxas fictícias, só para mostrar o método

Uma loja vende R$ 30.000 por mês no cartão: R$ 12.000 no débito, R$ 12.000 no crédito à vista e R$ 6.000 no crédito parcelado. Compare duas ofertas hipotéticas.

ItemOferta A (crédito em 30 dias)Oferta B (recebe em 1 dia)
Débito (R$ 12.000)1,0% = R$ 1201,3% = R$ 156
Crédito à vista (R$ 12.000)2,5% = R$ 3003,4% = R$ 408
Crédito parcelado (R$ 6.000)3,5% = R$ 2104,2% = R$ 252
Total de taxasR$ 630 (2,10%)R$ 816 (2,72%)

À primeira vista, a Oferta A é bem mais barata. Mas se a loja precisar do dinheiro do crédito (R$ 18.000) antes de 30 dias e antecipar a uma taxa hipotética de 1,8%, paga mais R$ 324, e o custo da Oferta A sobe para R$ 954 (3,18%), acima dos R$ 816 da Oferta B. Se a loja pode esperar, A é melhor; se precisa do caixa rápido, B é a escolha mais barata.

Custo efetivo das duas ofertas do exemplo A oferta A custa dois vírgula um por cento, a oferta B dois vírgula setenta e dois por cento e a oferta A com antecipação três vírgula dezoito por cento. Oferta A (espera 30 dias) 2,10% Oferta B (recebe em 1 dia) 2,72% Oferta A + antecipação 3,18%
A melhor oferta depende de precisar ou não do dinheiro antes: a menor taxa nem sempre é o menor custo.

Para entender quanto custa antecipar e quando compensa, leia antecipação de recebíveis: vale a pena?.

Quais cuidados tomar depois de escolher a maquininha?

Depois de contratar, o cuidado é conferir o que a operadora repassa contra o que você vendeu, porque a diferença entre os dois é justamente a taxa, e erros de cobrança acontecem. Compare as vendas registradas com os valores que caem no extrato, considerando o prazo de cada modalidade, e revise periodicamente o contrato, já que taxas e prazos podem mudar e o seu mix de vendas também.

  • Concilie as vendas: venda bruta menos taxa deve bater com o valor recebido. Veja o método em conciliação bancária.
  • Lance a taxa como custo: a diferença entre a venda bruta e o líquido recebido é despesa da empresa, e precisa aparecer no DRE. Ela também pesa no preço: veja custos ocultos de marketplace e taxas.
  • Reavalie o contrato: se seu volume cresceu, dá para renegociar taxas.
  • Considere o Pix: ele pode ser mais barato que o cartão em muitos casos, dependendo do banco ou da operadora. Veja split de pagamento no Pix.

Como o Figreen ajuda a controlar as vendas no cartão?

No Figreen, você registra as vendas e os recebimentos de cartão em contas a receber, com a data em que cada valor deve cair, e a previsão de caixa mostra quanto vai entrar nos próximos dias, já considerando o prazo. A conciliação bancária confere se o que caiu no extrato bate com o esperado, deixando à vista qualquer diferença de taxa.

  • ✅ Contas a receber com data de vencimento de cada repasse
  • ✅ Previsão de caixa com o dinheiro que ainda vai cair
  • ✅ Importação de extrato para conferir os repasses
  • ✅ DRE mostrando a taxa de cartão como despesa

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Perguntas frequentes

Como comparar maquininhas de cartão?

Calcule o custo efetivo de cada oferta: some as taxas de débito, crédito à vista e parcelado sobre o seu mix de vendas, o custo de antecipação e o aluguel, e divida pelo total vendido no cartão.

O que é MDR na maquininha?

É a taxa de desconto do lojista, o percentual que a operadora retém de cada venda no cartão. Costuma variar por modalidade (débito, crédito à vista e parcelado) e por bandeira.

A maquininha com menor taxa é sempre a melhor?

Não. Uma taxa menor pode vir com prazo de recebimento maior. Se você precisar antecipar o dinheiro, o custo da antecipação pode tornar a oferta mais cara do que uma de taxa maior com repasse rápido.

Como funciona o recebimento das vendas parceladas no cartão?

Em regra, cada parcela é repassada no mês do seu vencimento. É possível contratar a antecipação para receber antes, pagando uma taxa por isso. Os prazos exatos dependem do contrato.

Como saber se a operadora cobrou a taxa correta?

Compare as vendas registradas com o valor que caiu no extrato: a diferença deve ser exatamente a taxa contratada. Faça isso por meio da conciliação das vendas.

A taxa da maquininha deve entrar no preço do produto?

Sim. A taxa de cartão é um custo variável da venda e precisa estar no cálculo do preço e da margem, senão parte do lucro é consumida sem que ninguém perceba.

Conclusão

Escolher maquininha pela menor taxa anunciada é comparar a parte mais fácil do problema. O que decide é o custo efetivo: taxas sobre o seu mix real de vendas, prazo de repasse, antecipação e custos fixos. Faça a conta com os seus números, confira todo mês se o repasse bate com as vendas e trate a taxa como o custo que ela é. Com isso, a maquininha deixa de ser uma caixa-preta e passa a ser uma decisão financeira.

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