📋 O que você vai aprender neste artigo

  1. Qual o desafio de vender em vários canais?
  2. Quanto cada canal custa?
  3. Como ver o resultado por canal?
  4. Como conferir os repasses de marketplace e gateway?
  5. Como tratar frete, embalagem e devolução?
  6. E o estoque único?
  7. Qual a rotina financeira para vender em vários canais?
  8. Fontes e referências
  9. Perguntas frequentes
Lojista usando um tablet dentro de uma loja de roupas para controlar as vendas.

Vender na loja física e online ao mesmo tempo amplia o alcance, mas multiplica o trabalho do financeiro: cada canal tem taxas, prazos de repasse, frete e devoluções diferentes. Sem separar os números por canal, o lojista só vê o faturamento total e não sabe se o Instagram, o site ou o marketplace dá lucro. Com lançamentos por canal, conciliação dos repasses e resultado por canal, ele decide onde investir e onde ajustar o preço.

⚡ Resumo rápido

  • Cada canal tem preço, taxa, prazo de repasse e custo de entrega próprios; o faturamento total esconde qual canal dá lucro.
  • Separe as vendas por canal no financeiro para ver margem, taxas e recebimento de cada um.
  • Venda de marketplace entra no caixa depois e líquida de comissão, frete e tarifas: concilie o repasse com o pedido.
  • O estoque é um só, então o resultado financeiro precisa ser analisado por canal, mas a compra deve ser pensada no conjunto.

Qual o desafio de vender em vários canais?

O mesmo produto, vendido por R$ 100, rende valores bem diferentes conforme o canal: na loja, entra por Pix sem taxa; no cartão, com taxa de maquininha e repasse em 30 dias; no marketplace, com comissão, tarifa fixa e frete descontados; no site, com taxa do gateway e custo de envio. O faturamento é igual, mas o lucro não.

A isso se somam três riscos: estoque dividido entre canais, repasses que não batem com os pedidos e devoluções que voltam ao estoque e ao caixa em momentos diferentes. Quem vende online precisa conhecer os custos ocultos dos marketplaces e a diferença entre faturar e lucrar no marketplace.

Quanto cada canal custa?

A tabela mostra o custo típico de cada canal. Os percentuais são exemplos: use os da sua conta.

CanalTaxasPrazo de recebimentoCustos extras
Loja física (Pix e dinheiro)0% a 1%ImediatoAluguel, equipe
Loja física (cartão)2% a 5%1 a 30 dias, conforme planoAluguel, equipe
Instagram e WhatsAppPix ou link de pagamentoImediato ou 30 diasAtendimento, frete
Site próprioGateway de pagamento14 a 30 diasPlataforma, frete, anúncios
MarketplaceComissão e tarifasConforme regra da plataformaFrete, anúncios, devolução
Pessoa pagando uma compra com celular em um terminal de pagamento.
Cada forma de pagamento tem taxa e prazo de repasse diferentes.

Como ver o resultado por canal?

Crie uma categoria (ou centro de custo) por canal e lance as vendas, taxas e fretes em cada uma. No final do mês, compare a margem depois de todos os custos diretos do canal.

💡 Exemplo: três canais, o mesmo produto de custo R$ 60

  • Loja física no Pix: preço R$ 120, sem taxa. Margem após custo: R$ 60 (50%).
  • Site próprio: preço R$ 120, taxa do gateway de 4% (R$ 4,80), frete pago pela loja de R$ 14. Margem: R$ 120 menos R$ 60, R$ 4,80 e R$ 14, igual a R$ 41,20 (34%).
  • Marketplace: preço R$ 120, comissão de 16% (R$ 19,20), tarifa fixa de R$ 6 e frete de R$ 14. Margem: R$ 120 menos R$ 60, R$ 19,20, R$ 6 e R$ 14, igual a R$ 20,80 (17%).

O mesmo produto rende R$ 60, R$ 41,20 ou R$ 20,80, dependendo do canal. Sem separar, o lojista acha que todo o faturamento tem a mesma qualidade e pode aumentar a venda no pior canal.

Para ajustar preços por canal sem cair abaixo da margem, veja markup: como calcular o preço de venda e precificação sem prejuízo.

Como conferir os repasses de marketplace e gateway?

Os repasses chegam agrupados, com descontos, e raramente batem com o valor do pedido. O caminho é conciliar: some os pedidos entregues do período, desconte comissão, tarifa, frete e devoluções, e compare com o valor que entrou no banco. A diferença mostra erro, cobrança indevida ou venda não repassada. O método está em conciliação bancária e a lógica de prazos em ciclo financeiro.

Quem vende em plataformas deve reservar parte das entradas para devoluções e cancelamentos que serão descontadas no repasse seguinte. Veja finanças para e-commerce.

Lojista preparando pedidos e embalagens para envio.
Pedido online exige embalagem, etiqueta e frete: custos que a venda de balcão não tem.

Como tratar frete, embalagem e devolução?

Pedido online tem três custos que o balcão não tem: frete, embalagem e devolução. O frete cobrado do cliente é receita; o pago à transportadora é custo; a diferença pode ser lucro ou prejuízo. Lance cada um em categoria própria. Na devolução, estorne a receita, registre o retorno ao estoque (ou a perda) e acompanhe o reembolso. Veja frete nas vendas e devolução.

E o estoque único?

Quando o mesmo estoque abastece a loja e a venda online, o risco é vender um produto que já acabou. O controle por item deve ficar em um sistema integrado de vendas e estoque, e o financeiro olha o resultado: quanto cada canal rendeu e quanto capital ficou parado. Sobre o capital parado, veja giro de estoque.

Uma regra prática: destine ao canal de maior margem os itens de maior lucro e reserve o canal de menor margem para escoar o que gira pouco, sem sacrificar o preço da loja.

Pessoa de costas trabalhando em uma bancada de embalagem com computador e bobinas de plástico.
A operação de expedição é um custo próprio do canal online e precisa entrar no resultado.

Qual a rotina financeira para vender em vários canais?

  1. Diária: conferir Pix, caixa e vendas de cada canal.
  2. Semanal: conciliar repasses de marketplace e gateway e lançar devoluções.
  3. Mensal: montar o resultado por canal e comparar margem e prazo.
  4. Trimestral: rever preço, taxa e mix por canal e decidir onde investir.

No Figreen o lojista lança contas a pagar e a receber por categoria, importa extrato e fatura, concilia entradas e vê fluxo de caixa e DRE. O sistema não é loja virtual, não emite nota fiscal e não controla estoque por item.

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Fontes e referências

Conteúdo revisado em 27 de outubro de 2026. Regras, alíquotas, prazos e taxas podem mudar, por isso confirme sempre nas fontes oficiais abaixo antes de decidir.

Perguntas frequentes

Como organizar o financeiro de uma loja física e online?

Separe as vendas por canal, lance taxas, frete e embalagem em categorias próprias, concilie os repasses de marketplace e gateway e monte o resultado mensal por canal.

Como saber qual canal de venda dá mais lucro?

Compare a margem do mesmo produto em cada canal depois de custo, taxas, comissão, frete e embalagem. No exemplo do artigo, o mesmo produto rendeu R$ 60, R$ 41,20 ou R$ 20,80.

Como conferir o repasse do marketplace?

Some os pedidos entregues do período, desconte comissão, tarifas, frete e devoluções e compare com o valor que entrou no banco. A diferença mostra erro ou cobrança indevida.

Devo ter o mesmo preço em todos os canais?

Depende. Muitas lojas ajustam o preço por canal para manter a margem, principalmente em marketplaces com comissão alta, mas é preciso cuidado para não criar conflito com o cliente.

O consumidor pode devolver compras online?

Sim. O Código de Defesa do Consumidor prevê o direito de arrependimento de 7 dias em compras fora do estabelecimento. A loja deve estornar o valor e tratar o produto devolvido no estoque.

O Figreen é uma loja virtual ou controla estoque?

Não. O Figreen é financeiro: contas a pagar e a receber, conciliação, fluxo de caixa e DRE. A venda, o estoque por item e a nota fiscal ficam nos sistemas de venda da loja.

Conclusão

Vender em vários canais só compensa quando o lojista enxerga o lucro de cada um. Separe as vendas, lance taxas e frete, concilie os repasses e compare margens: o faturamento cresce, e o dinheiro passa a ficar no caixa.

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