📋 O que você vai aprender neste artigo
- O que é o Fator R do Simples Nacional?
- Como calcular o Fator R?
- O que entra na folha de pagamento do Fator R?
- Quanto o Fator R pode economizar? Exemplo em reais
- Vale a pena aumentar o pró-labore para atingir os 28%?
- Quais erros evitar com o Fator R?
- Como o Figreen ajuda a acompanhar o Fator R?
- Perguntas frequentes
O Fator R é a relação entre a folha de pagamento e a receita bruta da empresa nos últimos 12 meses, e decide se certas atividades de serviço pagam o Simples Nacional pelo Anexo III, mais barato (alíquota inicial de 6%), ou pelo Anexo V, mais caro (alíquota inicial de 15,5%). A regra é: se a folha for igual ou maior que 28% da receita, a empresa fica no Anexo III; abaixo disso, no Anexo V. Entender e planejar o Fator R pode reduzir bastante o imposto de quem presta serviços intelectuais e técnicos.
O que é o Fator R do Simples Nacional?
O Fator R é um índice previsto na Lei Complementar 123/2006 que compara o que a empresa gasta com a folha de pagamento com o que ela fatura. Ele se aplica a algumas atividades de serviço em que a lei permite tributar pelo Anexo III ou pelo Anexo V, dependendo desse índice. Atividades como tecnologia da informação, engenharia, arquitetura, consultoria e publicidade costumam estar nesse grupo. Confira a lista completa na LC 123/2006 ou com o contador.
A lógica é incentivar a formalização: quanto mais a empresa paga de salários e pró-labore em relação ao que fatura, menos imposto paga. Para o quadro geral do regime, veja Simples Nacional 2026: como calcular o DAS.
Como calcular o Fator R?
A fórmula é: Fator R = folha de salários dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses, expresso em porcentagem. O resultado define o anexo:
| Fator R | Anexo | Alíquota inicial |
|---|---|---|
| 28% ou mais | Anexo III | 6,00% |
| Menos de 28% | Anexo V | 15,50% |
A apuração é feita todo mês, considerando os 12 meses anteriores ao período. Se a empresa tem menos de 12 meses de atividade, usa-se a média proporcional dos meses em funcionamento.
O que entra na folha de pagamento do Fator R?
Entram os salários, o pró-labore dos sócios, as férias e o 13º salário, a contribuição previdenciária patronal (quando devida) e o FGTS. Ficam de fora, por exemplo, a distribuição de lucros e valores pagos a prestadores sem vínculo. Por isso o pró-labore pesa tanto: é a parte da folha que o próprio sócio decide. Sobre a diferença entre pró-labore e lucro, veja pró-labore x distribuição de lucros.
Quanto o Fator R pode economizar? Exemplo em reais
Considere uma empresa de consultoria com receita bruta dos últimos 12 meses (RBT12) de R$ 240.000, na segunda faixa do Simples (R$ 180.000,01 a R$ 360.000). A alíquota efetiva usa a fórmula (RBT12 × alíquota nominal − parcela a deduzir) ÷ RBT12:
- Anexo V (nominal 18%, dedução R$ 4.500): (240.000 × 0,18 − 4.500) ÷ 240.000 = 16,125%.
- Anexo III (nominal 11,20%, dedução R$ 9.360): (240.000 × 0,112 − 9.360) ÷ 240.000 = 7,30%.
Com folha de R$ 60.000 (Fator R de 25%), a empresa cai no Anexo V. Com folha de R$ 72.000 (30%), fica no Anexo III. Em um mês de faturamento de R$ 20.000, o imposto é de cerca de R$ 3.225 no Anexo V contra R$ 1.460 no Anexo III: uma diferença de aproximadamente R$ 1.765 por mês. Os números do exemplo são ilustrativos e simplificados: a alíquota real depende da faixa e da atividade.
Vale a pena aumentar o pró-labore para atingir os 28%?
Muitas vezes sim, mas é preciso fazer a conta completa. Aumentar a folha para atingir 28% custa dinheiro (o pró-labore tem contribuição previdenciária e há Imposto de Renda sobre valores altos), e a economia vem da queda do DAS. No exemplo, subir a folha de R$ 60.000 para R$ 72.000 no ano significa R$ 1.000 a mais por mês de pró-labore, contra uma economia de imposto de cerca de R$ 1.765 mensais. Compare sempre o custo adicional com a economia e planeje com o contador, pois o Fator R é recalculado todo mês e varia com a receita.
Quais erros evitar com o Fator R?
- Olhar só o mês atual: o Fator R usa 12 meses, e uma queda de folha ou um pico de receita muda o resultado.
- Esquecer de somar o pró-labore: sem pró-labore lançado, a folha fica artificialmente baixa.
- Aumentar a folha sem simular: o custo pode superar a economia.
- Misturar contas pessoais e da empresa: compromete os números que sustentam o cálculo. Veja como separar as finanças.
Como o Figreen ajuda a acompanhar o Fator R?
No Figreen, as despesas de folha e o pró-labore ficam categorizados e a receita é registrada mês a mês, o que dá os dois números que o Fator R exige: folha e receita de 12 meses. Com o DRE e o dashboard de comparação de períodos, você acompanha a evolução e conversa com o contador com dados na mão. Para escolher o regime da empresa, veja também Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real.
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Perguntas frequentes
O que é o Fator R?
É a relação entre a folha de pagamento e a receita bruta dos últimos 12 meses. Ele define se certas atividades de serviço são tributadas pelo Anexo III ou pelo Anexo V do Simples Nacional.
Como calcular o Fator R?
Divida a folha de salários dos últimos 12 meses (incluindo pró-labore, encargos e FGTS) pela receita bruta dos últimos 12 meses. O resultado, em porcentagem, define o anexo.
Qual o percentual do Fator R para ficar no Anexo III?
A folha deve ser igual ou superior a 28% da receita bruta dos últimos 12 meses. Abaixo de 28%, a empresa fica no Anexo V.
Qual a diferença entre o Anexo III e o Anexo V?
O Anexo III tem alíquotas menores, com faixa inicial de 6%. O Anexo V tem alíquotas maiores, com faixa inicial de 15,5%. Para as atividades sujeitas ao Fator R, o índice decide qual se aplica.
O pró-labore entra no cálculo do Fator R?
Sim. O pró-labore dos sócios faz parte da folha de salários usada no cálculo. A distribuição de lucros não entra.
O Fator R é calculado todo mês?
Sim. A apuração é mensal, considerando os 12 meses anteriores. Empresas com menos de 12 meses de atividade usam a média proporcional dos meses de funcionamento.
MEI tem Fator R?
Não. O Fator R se aplica às empresas do Simples Nacional que tributam pelos Anexos III e V, não ao MEI, que paga o DAS fixo mensal.
Conclusão
O Fator R é uma das decisões de imposto que mais mexem no resultado de quem presta serviços no Simples Nacional: com folha igual ou maior que 28% da receita dos últimos 12 meses, a empresa paga pelo Anexo III, com alíquotas bem menores que as do Anexo V. Antes de mexer no pró-labore, simule o custo adicional e a economia de imposto, acompanhe o índice mês a mês e alinhe a estratégia com o contador. Com folha e receita bem registradas, essa conta deixa de ser um palpite.
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