📋 O que você vai aprender neste artigo

  1. Quanto do faturamento o aluguel pode pesar?
  2. Qual o custo total do ponto comercial?
  3. Como o reajuste e o contrato entram no planejamento?
  4. Como negociar o aluguel?
  5. Quando vale mudar de ponto?
  6. Como acompanhar o aluguel no financeiro?
  7. Fontes e referências
  8. Perguntas frequentes
Dois lojistas sorrindo e segurando uma placa de aberto na porta da loja.

O aluguel do ponto comercial é uma das maiores despesas fixas da loja e a mais difícil de reduzir depois de assinado. A conta correta olha o aluguel como percentual do faturamento e soma tudo o que o ponto custa: condomínio, IPTU, seguros, taxas e reformas. Com essa visão, o lojista sabe quanto pode pagar, quando negociar e se o ponto cabe no lucro.

⚡ Resumo rápido

  • O aluguel do ponto deve ser avaliado como percentual do faturamento: em muitas lojas ele fica entre 5% e 12% das vendas, conforme o segmento.
  • O custo total do ponto inclui condomínio, IPTU, seguro, taxas de shopping, luvas e reformas, além do aluguel.
  • O reajuste anual e a data de renovação do contrato precisam estar no planejamento do caixa.
  • Ponto caro só se paga se o movimento e o ticket médio cobrirem a conta com folga.

Quanto do faturamento o aluguel pode pesar?

Não existe percentual universal, porque cada segmento tem margem diferente. Uma regra de gestão usada no varejo é limitar o aluguel (somado ao condomínio e encargos do ponto) a uma faixa de 5% a 12% do faturamento, e ficar abaixo disso em segmentos de margem baixa, como alimentação e supermercado. Segmentos de margem maior, como moda e serviços, suportam um pouco mais. O importante é calcular com a margem do seu negócio.

💡 Exemplo: o ponto cabe no negócio?

  • Faturamento mensal esperado: R$ 60.000
  • Margem bruta da loja: 45% (R$ 27.000)
  • Aluguel: R$ 6.000 (10% do faturamento)
  • Condomínio, IPTU rateado e seguro: R$ 1.100
  • Salários, energia, internet, contador e outras fixas: R$ 13.500
  • Impostos e taxas variáveis: 10% do faturamento (R$ 6.000)

R$ 27.000 de margem bruta, menos R$ 6.000 de impostos e taxas, menos R$ 20.600 de despesas fixas (aluguel, encargos e demais), deixa R$ 400 de lucro. O aluguel e seus encargos somam R$ 7.100, ou 11,8% das vendas. Se o faturamento cair 10%, a loja entra no prejuízo.

Esse exercício se liga ao ponto de equilíbrio: quanto maior o custo fixo do ponto, maior o faturamento mínimo para não perder dinheiro.

Fachada de uma loja vazia com vitrine em um calçadão de tijolos.
Um ponto vazio custa aluguel todo mês: a conta precisa fechar antes de assinar o contrato.

Qual o custo total do ponto comercial?

Quem compara pontos só pelo valor do aluguel erra a conta. Some todos os itens:

ItemComo entra
AluguelMensal, com reajuste anual
Condomínio e fundo de promoção (shopping)Mensal e variável
IPTU e taxasMuitas vezes repassados ao locatário
Seguro do imóvelAnual ou parcelado
Luvas ou cessão de pontoPagamento único na entrada
Reforma, vitrine e adaptaçõesInvestimento inicial
Garantia da locaçãoCaução, fiador ou seguro-fiança

Reforma e luvas são investimento e precisam ser recuperados ao longo do contrato. Se a loja gasta R$ 60.000 para adaptar o espaço e o contrato é de 5 anos, o custo adicional é R$ 1.000 por mês. Veja como planejar esse tipo de gasto em compra de equipamento: custo e caixa.

Como o reajuste e o contrato entram no planejamento?

Contratos comerciais costumam prever reajuste anual por índice (IGP-M, IPCA ou outro definido no contrato). Quem não prevê o reajuste no caixa é surpreendido no mês do aniversário do contrato. Calcule o novo valor e antecipe o impacto, como mostrado em reajuste do aluguel: como calcular e negociar.

A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) prevê, para locações comerciais, a possibilidade de ação renovatória quando o contrato é por prazo determinado de pelo menos cinco anos, o inquilino explora o mesmo ramo há três anos e cumpre requisitos de prazo para o pedido. Vale falar com um advogado com antecedência, pois os prazos são rígidos. Leia os requisitos no texto da lei.

Salão comercial amplo e vazio com colunas de concreto e janelas ao fundo.
Metragem maior do que o negócio precisa aumenta o aluguel, o condomínio, a limpeza e a energia.

Como negociar o aluguel?

  • Pesquise o mercado. Compare o valor por metro quadrado de pontos parecidos na região.
  • Mostre números. Um inquilino que paga em dia e tem histórico de faturamento tem argumento para pedir desconto ou carência.
  • Negocie carência. Um ou dois meses de isenção no início ajudam a cobrir reforma e abertura.
  • Troque prazo por preço. Contrato mais longo pode render aluguel menor ou reajuste mais baixo.
  • Considere aluguel variável. Em shoppings e alguns pontos, o aluguel é percentual do faturamento, com mínimo. Em vendas fracas, a conta diminui; em vendas fortes, aumenta.

Quando vale mudar de ponto?

Mudar de ponto custa: mudança, reforma, perda de clientela e meses de queda. Só compensa quando a economia ou o ganho de movimento superar esse custo em prazo razoável. Compare o custo atual como percentual do faturamento com o do novo ponto, projete o faturamento com cautela (clientes de rua não migram automaticamente) e some o investimento. Se a economia for de R$ 1.500 por mês e a mudança custar R$ 36.000, a recuperação leva 24 meses, sem contar o risco.

Interior de uma loja decorada com plantas e prateleiras.
Ponto bom é o que traz cliente suficiente para pagar o aluguel e ainda gerar lucro.

Como acompanhar o aluguel no financeiro?

Lance o aluguel e os encargos como contas a pagar recorrentes, com vencimento e categoria própria. Marque no calendário o mês do reajuste e o fim do contrato. Todo mês, calcule o percentual do aluguel sobre as vendas e acompanhe a tendência. No Figreen é possível cadastrar a conta recorrente, ver o fluxo de caixa dos próximos meses e comparar o orçado com o realizado. Veja também despesas anuais do negócio, para IPTU e seguros.

O Figreen não analisa contratos nem substitui advogado ou corretor: ele organiza o financeiro do ponto.

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Fontes e referências

Conteúdo revisado em 27 de outubro de 2026. Regras, alíquotas, prazos e taxas podem mudar, por isso confirme sempre nas fontes oficiais abaixo antes de decidir.

Perguntas frequentes

Quanto do faturamento pode ir para o aluguel comercial?

Uma faixa de gestão comum é de 5% a 12% das vendas, somando aluguel e encargos do ponto, dependendo da margem do segmento. Em ramos de margem baixa, o ideal é ficar abaixo disso.

O que entra no custo do ponto além do aluguel?

Condomínio, IPTU, seguro, taxas de shopping, luvas, reforma, vitrine e garantia da locação. Reformas e luvas devem ser diluídas no prazo do contrato.

Como calcular o reajuste do aluguel comercial?

Aplique o índice previsto no contrato (por exemplo IGP-M ou IPCA) sobre o aluguel vigente na data de aniversário. O novo valor deve entrar no planejamento de caixa com antecedência.

O que é ação renovatória?

É o direito, previsto na Lei do Inquilinato, de o locatário comercial pedir a renovação compulsória do contrato quando cumpre requisitos de prazo e de exploração do mesmo ramo. Os prazos são rígidos e vale consultar um advogado.

Vale a pena aluguel percentual do faturamento?

Pode valer: em meses fracos o valor cai, em meses fortes sobe. Verifique se há aluguel mínimo e some os encargos antes de comparar com o aluguel fixo.

O Figreen analisa contratos de aluguel?

Não. O Figreen organiza o financeiro: contas recorrentes, fluxo de caixa e orçado x realizado. Contratos e prazos legais devem ser revisados por advogado ou corretor.

Conclusão

O aluguel certo é o que cabe na margem da loja com folga para quando as vendas caírem. Calcule o custo total do ponto, acompanhe o percentual sobre o faturamento e planeje o reajuste e a renovação com antecedência.

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