📋 O que você vai aprender neste artigo
- O que é comprometimento de renda?
- De onde vem a regra dos 30% e ela vale para tudo?
- Como calcular a parcela máxima que cabe no meu orçamento?
- Por que usar a renda líquida para se proteger?
- Como considerar que as parcelas terminam em datas diferentes?
- O que mais pesa além da parcela?
- Qual é o checklist antes de assumir uma parcela nova?
- O que muda no dia a dia com uma parcela de 25% em vez de 35% da renda?
- Como acompanhar o comprometimento de renda no Figreen Pessoal?
- Fontes e referências
- Perguntas frequentes
A regra dos 30% diz que a soma das parcelas de financiamentos e empréstimos não deve passar de cerca de 30% da renda. É o teto que os bancos costumam usar em crédito imobiliário (varia por linha e por perfil) e uma referência de segurança para quem planeja uma compra a prazo. Com renda de R$ 8.000, o teto é R$ 2.400 por mês; se já existem R$ 900 em parcelas, a nova parcela cabe até R$ 1.500. Atenção: os bancos usam a renda bruta e o seu orçamento depende da líquida.
⚡ Resumo rápido
- A soma das parcelas deve ficar em torno de 30% da renda: com R$ 8.000, o teto é R$ 2.400 por mês.
- Bancos analisam a renda bruta, mas quem paga é a renda líquida: no exemplo, R$ 2.400 já são 35,3% de R$ 6.800.
- Margem para nova parcela = teto de 30% menos as parcelas que já existem.
- Com renda variável, filhos pequenos ou pouca reserva, prefira de 20% a 25%.
O que é comprometimento de renda?
Comprometimento de renda é a proporção da renda mensal já destinada a parcelas: financiamentos, empréstimos, consignado, carnês, cartão parcelado e qualquer compra a prazo. A conta é: soma das parcelas ativas ÷ renda mensal × 100. Quanto maior o percentual, menor a folga para imprevistos, e maior o risco de atraso, que vem com multa e juros.
De onde vem a regra dos 30% e ela vale para tudo?
No crédito imobiliário, é comum as instituições limitarem a parcela inicial a cerca de 30% da renda bruta familiar, e a Caixa é a referência mais citada. O percentual pode mudar conforme a linha de crédito, o indexador e o perfil do cliente, e as regras são alteradas ao longo do tempo: confirme no simulador do banco antes de planejar. Para os demais créditos, não há um teto único, mas o mesmo raciocínio se aplica: 30% é uma boa referência de máximo para o conjunto das parcelas, não para cada uma.
| Renda mensal | Teto de parcelas (30%) | Valor financiável com parcela no teto* |
|---|---|---|
| R$ 3.000 | R$ 900 | R$ 87.496 |
| R$ 5.000 | R$ 1.500 | R$ 145.827 |
| R$ 8.000 | R$ 2.400 | R$ 233.324 |
| R$ 12.000 | R$ 3.600 | R$ 349.986 |
*Cálculo hipotético, com juros de 1% ao mês (cerca de 12,7% ao ano), 360 parcelas iguais e sem considerar seguros e tarifas. Na prática, a taxa, o prazo e os custos do seu contrato mudam o valor. A tabela mostra a ordem de grandeza.
Como calcular a parcela máxima que cabe no meu orçamento?
- Defina a renda (bruta, para o banco; líquida, para o seu orçamento).
- Multiplique por 0,30 para achar o teto de parcelas.
- Subtraia as parcelas que já existem (cartão parcelado, financiamentos, empréstimos). O resultado é a margem para um compromisso novo.
- Confira os gastos fixos. Se moradia, escola e saúde já pesam muito, o teto de 30% é alto demais: use 20% a 25%.
💡 Exemplo prático (valores hipotéticos)
Renda bruta familiar de R$ 8.000 e parcelas atuais de R$ 900 (carro e compra parcelada). Teto: 8.000 × 0,30 = R$ 2.400. Margem para a nova parcela: 2.400 − 900 = R$ 1.500. Com a taxa e o prazo do exemplo acima, isso permite financiar cerca de R$ 145.800.
Agora o cuidado: se a renda líquida for R$ 6.800 (85% da bruta), R$ 2.400 de parcelas representam 35,3% do que você realmente recebe. É por isso que quem quer ficar tranquilo trabalha com um teto menor do que o do banco.
Por que usar a renda líquida para se proteger?
O banco analisa a renda bruta porque ela comprova a capacidade de crédito. Quem paga é a renda líquida, a que sobra depois de INSS, Imposto de Renda e outros descontos. Se o seu orçamento só fecha no limite da renda bruta, qualquer aumento de aluguel, mensalidade escolar ou imposto desequilibra o mês. Duas regras práticas:
- Use 30% da renda líquida como teto de segurança, mesmo que o banco aprove mais.
- Reduza o teto para 20% a 25% se você tem renda variável, filhos pequenos ou pouca reserva.
Como considerar que as parcelas terminam em datas diferentes?
Parcelas acabam. Uma de R$ 250 que termina em março libera espaço no orçamento, e uma de R$ 1.500 que dura 30 anos não. Por isso o cálculo precisa de duas fotos: o comprometimento de hoje e o dos próximos 12 meses. Um bom hábito é registrar, para cada parcelamento, o mês em que termina. O texto como controlar parcelas e financiamentos mostra como acompanhar o que falta pagar.
O que mais pesa além da parcela?
- Entrada e custos de compra: imposto de transmissão, registro, avaliação e mudança.
- Seguros e tarifas do contrato: o custo efetivo total (CET) inclui juros, seguros e tarifas e é a taxa que você deve comparar entre bancos.
- Custos recorrentes novos: condomínio, IPTU, manutenção, seguro do imóvel ou do carro.
- Indexador da parcela: contratos corrigidos pela inflação (como o IPCA) podem subir a parcela ao longo do tempo.
Para o caso de crédito para empresas, o raciocínio é parecido: veja empréstimo de capital de giro: quando vale a pena e como ler o CET.
Qual é o checklist antes de assumir uma parcela nova?
- Somei todas as parcelas ativas e sei meu comprometimento atual?
- A nova parcela cabe em 30% da renda líquida, ou em menos, se minha renda é variável?
- Tenho reserva de emergência para pelo menos três meses de despesas essenciais?
- Comparei o CET em pelo menos três instituições?
- Simulei um aumento de 10% nos custos fixos e o orçamento ainda fecha?
- Sei em que mês cada parcela atual termina?
O que muda no dia a dia com uma parcela de 25% em vez de 35% da renda?
Tomando a renda líquida de R$ 6.800 do exemplo, uma parcela de 25% é de R$ 1.700 e uma de 35,3% é de R$ 2.400. A diferença é de R$ 700 por mês, ou R$ 8.400 por ano, que ficam disponíveis para moradia, saúde, reserva e imprevistos.
No mesmo cenário de juros (1% ao mês e 360 parcelas), a parcela de R$ 1.700 financia cerca de R$ 165.271 e a de R$ 2.400, cerca de R$ 233.324. Ou seja, escolher a parcela mais leve significa buscar um imóvel ou veículo mais barato, dar uma entrada maior ou aceitar um prazo mais curto com outra renda. Não há resposta certa, mas há uma decisão a tomar com os números na mesa.
Como acompanhar o comprometimento de renda no Figreen Pessoal?
No menu Parcelados, o Figreen lista cada compra a prazo com a barra de evolução, o valor de cada parcela e o mês em que termina. O Resumo e a Previsão mostram o que vence em cada mês, somando fixos e parcelas. Para saber o percentual da renda, divida o total das parcelas ativas pela sua renda líquida; o sistema não calcula esse percentual nem o valor financiável: use a conta deste artigo.
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Fontes e referências
Conteúdo revisado em 8 de outubro de 2026. Regras, alíquotas, prazos e taxas podem mudar, por isso confirme sempre nas fontes oficiais abaixo antes de decidir.
- Caixa: crédito imobiliário (simulador e condições vigentes)
- Banco Central: taxas de juros de operações de crédito
- Planalto: Código de Defesa do Consumidor (informação prévia sobre custo do crédito)
- Banco Central: Cidadania Financeira
Perguntas frequentes
Qual o máximo da renda que posso comprometer com parcelas?
Uma referência comum é 30% da renda. No crédito imobiliário, bancos costumam limitar a parcela inicial a cerca de 30% da renda bruta familiar, mas o percentual varia por linha e perfil. Para segurança, use 30% da renda líquida ou menos.
A regra dos 30% considera renda bruta ou líquida?
Os bancos usam a renda bruta. Para o seu orçamento, o mais seguro é usar a líquida: com renda bruta de R$ 8.000 e líquida de R$ 6.800, R$ 2.400 de parcelas já representam 35,3% do que você recebe.
Como calcular a parcela máxima de um financiamento?
Multiplique a renda por 0,30 e subtraia as parcelas que já existem. Com renda de R$ 8.000 e R$ 900 de parcelas, a margem para a nova parcela é de R$ 1.500.
Cartão parcelado entra no comprometimento de renda?
Sim. Qualquer compra a prazo, incluindo parcelas no cartão, carnês e empréstimos, entra na soma. O que não entra é o gasto à vista e as contas de consumo.
Posso comprometer mais de 30% da renda?
Pode, mas a margem de segurança diminui. Com renda variável, filhos pequenos ou pouca reserva, o ideal é ficar abaixo de 30%, entre 20% e 25%.
O Figreen calcula quanto da renda está comprometido?
Não calcula o percentual. O Parcelados lista as parcelas, o total que falta e o mês em que cada uma termina, e o Resumo mostra o que vence no mês. Divida o total das parcelas ativas pela renda líquida para saber o percentual.
Conclusão
A regra dos 30% é um teto, não uma meta: quem aprova o crédito é o banco, mas quem paga a parcela é o orçamento da casa. Some todas as parcelas, use a renda líquida como referência de segurança, considere quando cada parcela termina e deixe folga para o que muda. Uma parcela que cabe com folga hoje é a que continua cabendo quando surgir o imprevisto.
Parcela que cabe, tranquilidade que fica.
Parcelados, Resumo e Previsão no Figreen Pessoal.
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